O Resgate do Feminino

Nos dias de hoje, estão muito na moda os círculos de mulheres, e os temas, o resgate do feminino, a feminitude consciente e o sagrado feminino. Verdade seja dita, ainda bem! A minha jornada de auto-conhecimento mudou radicalmente quando comecei a trabalhar o feminino, e frequentemente nas consultas de terapia, seja com homens ou mulheres, observo o feminino a chamar a atenção para ser trabalhado.

Mas então o que é o Feminino?

A energia feminina é a energia da própria vida. É a alma, o corpo, são as emoções e as sensações, o prazer, a celebração. Mas também o seu oposto, a morte, a mudança, a transformação. São os ciclos, a eterna roda da vida.

“Sabemos que estamos na presença de uma mulher quando ela ri e chora ao mesmo tempo.”

A feminitude consciente é esta capacidade de abraçarmos tudo o que a vida é, toda a sua contrariedade e paradoxo. Feminitude consciente é saber e aceitar as leis da vida, o seu mistério e a sua eterna impermanência.

Porquê resgatar o feminino?

De acordo com alguns autores, na época da pré-civilizaçao, as comunidades caçadoras-colectoras  viviam segundo um regime de comunidade. Não havia hierarquias ou status entre humanos, nem entre os humanos e o planeta, e as restantes espécies. Esses autores defendem que esse seria o estado natural do ser humano, em equilíbrio com a natureza.

Mas com o aparecimento da agricultura, começou uma nova era, surgiu a chamada “civilização” e com ela o sistema do patriarcado. No patriarcado quem tem o poder é o homem, e a mulher e a sua essência são completamente oprimidas. Para justificar os seus meios, criou as religiões do céu, que em prol de Deus e da espiritualidade, ostracizou as mulheres e tudo o que se relacionava com o poder feminino. O homem, o ceú, e Deus “são bons”; a mulher, a matéria “são maus”.

O femenino é o processo

O patriarcado com o seu modelo de foco no objectivo, no resultado, aboliu o processo. O processo é a própria vida. Não podemos obrigar uma flor a desabrochar mais depressa do que é suposto. A natureza tem os seus próprios ritmos e há que aceitá-los. Assim como a natureza, temos de aprender a aceitar os nossos tempos e os nossos processos internos. Temos de aprender a ter paciência connosco próprios.

“Uma mulher empoderada é aquela que conhece e aceita os mistérios da vida.”

Aceitar que estamos tristes quando nos sentimos tristes, ou ansiosos, ou zangados; sabendo que como tudo na vida, um dia, a seu tempo irá passar, e novos sentimentos e emoções irão surgir. Com o seu modo operandis linear, de preto ou branco, o patriarcado aboliu também o paradoxo, e a nossa capacidade de conter a vida inteira, com toda a sua dualidade.

Recuperando o seu poder pessoal

Reprimidas, oprimidas e desvalorizadas, as mulheres foram confinadas ao papel de mãe, esposas e viúvas, sempre dependentes de um homem. Felizmente em muitos lugares do planeta, as mulheres já conseguiram recuperar um pouco o seu lugar.

Mas infelizmente, muitas à cusca de se tornarem masculinas, como os homens, e não porque resgataram o seu poder feminino. Mulheres que competem umas com a outras, que consideram as outras mulheres umas complicadas e loucas, e que por estarem tão desconectadas da sua essência feminina, desempoderadas, tornam-se competidoras, controladoras e manipuladoras natas.

Mulheres à beira de um ataque de nervos

Mulheres que singram neste mundo patriarcal por se tornarem iguais aos homens, não são mulheres empoderadas. Muitas  tentam responder a todos os papeis, de mãe, esposa, dona de casa, profissional, e sabe-se lá mais o quê ao mesmo tempo, numa sociedade idividualista onde não há comunidade. Porque não estão empoderadas, e porque não sabem lidar com a sua complexidade interna, andam constantemente à beira de um ataque de nervos.

Ainda há muito trabalho a fazer pela frente, e porque não vivemos numa sociedade equilibrada, muitas mulheres e homens, sentem-se deprimidos, doentes, estagnados, carentes e desconectados. Estes sintomas são o feminino, a alma, a vida, a chamar para ser resgatado.

O resgate do feminino

Sim, é fundamental o resgate do feminino, não só nas mulheres como também nos homens. Porque os homens, obviamente, também choram, e sentem, e são intuitivos, e têm alma. É fundamental trazer a emoção, a vida, para uma sociedade que está cada vez mais robótica. É fundamental voltar a trazer a capacidade de empatia e conexão entre os diferentes seres deste ecossistema que é o planeta Terra, para uma sociedade que é governada, há milénios, por psicopatas.

Basta! É tempo de acordar, resgatar a alma de Gaia, encontrar o equilíbrio entre a energia feminina e masculina, encontrar equilíbrio dentro do ecossistema, e viver em paz e harmonia.🖤´

Se queres aprofundar este tema, sabe mais sobre a minha Masterclass Online: Feminitude Consciente e os Arquétipos Femininos

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